quinta-feira, 28 de maio de 2009

Existem medos, receios, curiosidades

Te olho nos olhos, e você reclama que te olho muito profundamente

Desculpa,

Tudo que vive, foi profundamente.

Eu te ensinei quem eu sou

E você foi me tirando os espaços entre os abraços, guarda-me apenas uma fresta

Eu que sempre fui livre

Não importava o que os outros dissessem

Até onde posso ir pra te resgatar?

Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade de eu me inventar de novo.

Desculpa se te olho profundamente, rente a pele a ponto de ver seus ancestrais nos seus traços

A ponto de ver a estrada muito antes dos teus passos

Eu não vou separar as minhas vitórias dos meus fracassos

Eu não vou renunciar a mim

Nenhuma parte

Nenhum pedaço

Do meu ser vibrante,

Errante,

Sujo,

Livre,

Quente.

Eu quero estar viva, e permanecer te olhando

Profundamente.

Autor desconhecido, mas citado por Ana Carolina

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